terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Todo carnaval tem seu fim


Sentei cá para forçar o regurgito dos sentimentos sufocadores da alma. Ouço a chuva cair breve e nesta brevidade tudo me foge... Abandono tudo – os afazeres acadêmicos, as horas de sono, as horas produtivas e compromissadas – para exorcizar esta angustia entalada na garganta, que não sai e também não some.

Quando recordo que esperei muito tempo por aquele momento, finalmente, as lágrimas aparecem, secas, ralas, que apenas umedecem meus globos oculares. Lembro que sorri e meu coração disparou quando ele começou a me paquerar... Ah, como eu havia reprimido esta paixão por tanto tempo!

Quando eu nem o conhecia e esperava ansiosa o seu olhar fugaz passar por mim em uma esperança tola e desmedida de encontrar um interesse dele em mim; cheguei a escrever em meu diário que sentia que ele pertencia a mim e um dia riríamos desses meus momentos bobos de adolescente... Quanta besteira para uma pessoa só!

Ele me beijava meio desengonçado e brincava com meus seios me fazendo rir. No fim, a minha timidez era tão grande que não tive coragem sequer de segurar a mão dele! Nós somos incompatíveis. Eu sou fogo e ele é água... E eu nunca conseguirei me entender com alguém até me consertar, dar um jeito nessa criação de minhocas que tenho na cabeça. Mas eu insisto no erro. Claro, o que começa errado termina errado!...


Mês de Fevereiro,
Mês de romances passageiros.

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