Sentei cá para forçar o regurgito
dos sentimentos sufocadores da alma. Ouço a chuva cair breve e nesta brevidade
tudo me foge... Abandono tudo – os afazeres acadêmicos, as horas de sono, as
horas produtivas e compromissadas – para exorcizar esta angustia entalada na
garganta, que não sai e também não some.
Quando recordo que esperei muito
tempo por aquele momento, finalmente, as lágrimas aparecem, secas, ralas, que
apenas umedecem meus globos oculares. Lembro que sorri e meu coração disparou quando
ele começou a me paquerar... Ah, como eu havia reprimido esta paixão por tanto
tempo!
Quando eu nem o conhecia e
esperava ansiosa o seu olhar fugaz passar por mim em uma esperança tola e
desmedida de encontrar um interesse dele em mim; cheguei a escrever em meu
diário que sentia que ele pertencia a mim e um dia riríamos desses meus momentos
bobos de adolescente... Quanta besteira para uma pessoa só!
Ele me beijava meio desengonçado
e brincava com meus seios me fazendo rir. No fim, a minha timidez era tão
grande que não tive coragem sequer de segurar a mão dele! Nós somos incompatíveis.
Eu sou fogo e ele é água... E eu nunca conseguirei me entender com alguém até
me consertar, dar um jeito nessa criação de minhocas que tenho na cabeça. Mas
eu insisto no erro. Claro, o que começa errado termina errado!...
Mês de Fevereiro,
Mês de romances passageiros.

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