sexta-feira, 21 de junho de 2013

Masoquista!

Take it! Take another little piece of my heart now, baby!
Break it! Break another little bit of my heart now...
- J.J.

Eu nunca fui boa em lidar com meus sentimentos. Quando criança, eu era aquela que ninguém sabia quando estava mal ou bem. Eu era muito quieta! Talvez, toda essa quietude tenha virado um redemoinho interno, uma reviravolta de sentimentos amortecidos que, agora, me causam pequenas explosões. Eu sou toda ao contrário... Quando eu estou afim de alguém, eu que me declaro. Eu entrego flores e escrevo cartas. Eu sofro e não sou orgulhosa. Eu realmente sou toda ao contrário!

Eu sei o que tenho. Eu sempre soube! Eu quero o impossível e eu teimo em fazer as coisas erradas, em seguir a porra do caminho errado, porque eu sinto que no fim tudo vai dar certo. Contudo, eu sei que isso é apenas uma perspectiva ilusória de alguém que adora se foder! É, eu acho que sou uma masoquista sentimental: eu não consigo ser feliz e viver assim; eu sempre tenho de arranjar alguma porra para sofrer e me desesperar naquilo! Eu tenho de fazer um drama, de magoar, de sofrer e dramatizar ainda mais algo que nem existe... Eu adoro tomar no cu!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Unilateral

Quantas vezes eu disse mentalmente que o amava? Perdi a conta! Ele sabe que o amo. Talvez, não saiba do meu desespero em querer ser seu mundo, do prazer carnal que quero e da vontade em consumi-lo por inteiro... Eu perdi a conta de quantas vezes o evoquei silenciosa, enquanto ouvia a música dele em uma angústia voraz de quem vive uma relação unilateral.

Perto dele, eu me sinto pequena e boba. A alma dele é cinza e todos os prazeres parecem ter secado dolorosamente. E tudo o que eu mais queria era unir as apagadas cores da minha vida às dele!

Sempre um amor impossível. Sempre apenas um lado. Sempre eu.


"[...]So let me yearn for you
As you have yearned for me [...]"
Rome

domingo, 31 de março de 2013

Namoradas


Como estou há tempos sem postar, resolvi comentar um fato já superado, porém que me renderá este post: Namoradas de amigos! Não é de hoje que elas me odeiam! Falaram-me que a culpa é minha (e deve ser), mas esse post não é sobre razões e sim medos, pois eu tenho muito medo de me tornar uma dessas loucas!

Há tempos um grande amigo meu me excluiu do Facebook e, eu sem entender nada, deixei para lá, afinal, eu sempre faço algo que ofende as pessoas e elas geralmente preferem fingir que não aconteceu a me falar o que aconteceu e dizer que não é legal ser assim. Esses dias, eu tomei coragem e perguntei o porquê do rapaz ter feito isso e, para minha surpresa, ele disse que foi uma exigência da namorada dele; haja vista que vezes anteriores eu curtia as fotos dele e já o chamei de bonito – o que eu devo ressaltar que, na última vez, ainda foi zoando. Um amigo nosso em comum disse que eu realmente era muito carinhosa com ele e que isso não era legal. Eu entendi e a partir de agora evitarei determinadas atitudes para com amigos que namoram.

Eu nunca namorei e não faço ideia do que passa na cabeça de uma garota que tem uma vida a dois. Tampouco imagino a quantidade de relacionamentos destruídos por conta do Facebook. Por isso digo que tenho muito de ficar assim. Sou ciumenta e não vejo mal algum em você zelar por quem ama. E por mais difícil que seja colocar em prática, eu sei que amar não é ter posse (infelizmente, né). Aqui de onde estou (do lado de fora de uma relação) eu sei que existe vida fora da pessoa amada, que você tinha seu mundo antes dela completá-lo. E, por mais que eu tente encaixar as razões, eu não consigo entender por que a maioria das pessoas quando namoram ficam tão retardadas!? E Deus me livre das redes sociais nessa hora! Deve ser muito bom amar alguém, mas você precisa abdicar completamente da sua vida e de seu cérebro para vivenciar esse amor?

Como eu disse, eu nunca namorei... E quando começar, tenho muito medo de ficar assim!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Todo carnaval tem seu fim


Sentei cá para forçar o regurgito dos sentimentos sufocadores da alma. Ouço a chuva cair breve e nesta brevidade tudo me foge... Abandono tudo – os afazeres acadêmicos, as horas de sono, as horas produtivas e compromissadas – para exorcizar esta angustia entalada na garganta, que não sai e também não some.

Quando recordo que esperei muito tempo por aquele momento, finalmente, as lágrimas aparecem, secas, ralas, que apenas umedecem meus globos oculares. Lembro que sorri e meu coração disparou quando ele começou a me paquerar... Ah, como eu havia reprimido esta paixão por tanto tempo!

Quando eu nem o conhecia e esperava ansiosa o seu olhar fugaz passar por mim em uma esperança tola e desmedida de encontrar um interesse dele em mim; cheguei a escrever em meu diário que sentia que ele pertencia a mim e um dia riríamos desses meus momentos bobos de adolescente... Quanta besteira para uma pessoa só!

Ele me beijava meio desengonçado e brincava com meus seios me fazendo rir. No fim, a minha timidez era tão grande que não tive coragem sequer de segurar a mão dele! Nós somos incompatíveis. Eu sou fogo e ele é água... E eu nunca conseguirei me entender com alguém até me consertar, dar um jeito nessa criação de minhocas que tenho na cabeça. Mas eu insisto no erro. Claro, o que começa errado termina errado!...


Mês de Fevereiro,
Mês de romances passageiros.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A última ultrarromântica



Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei
- Skank

Venho cá expor meu lado maldito... Expor os amores platônicos que fui obrigada a ter nesta minha puta vida. Seja onde quer que eu estivesse, eu tinha de me encantar perdidamente por alguém. E não precisava durar muito; às vezes, eu agonizava de paixão em uma viagem de ônibus de casa até o trabalho. Outras, agonizei por anos e anos.

Perdi a conta de quantas vezes literalmente adoeci de amor. Parava de comer ou comia demais. Abandonava a vida para deleitar nas infinitas hipóteses de ter o ser eleito, conquanto sequer sabia seu nome... O tédio eu preenchia com pensamentos e planos; meios de trazer aquela pessoa para minha vida e como riríamos, no final, quando eu finalmente dissesse o quanto havia esperado por ela.

Dissimulo que não ligo, enquanto grito por dentro “Olha para mim!”. Tento decifrar cada expressão corporal, enquanto finjo que nada vejo. Eu sempre precisei me envolver em uma relação, mesmo que esta tristemente fosse unilateral; um lado que vive, sofre e ama por dois. Eu não nasci para ser só!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Vida Social: Uma difícil tentativa de adaptação



Eu nunca fui uma pessoa de fácil convivência. De personalidade forte e com um probleminha na cabeça que me faz surtar, eu sempre causo mal-estar onde frequento. Do mesmo modo, a solidão tem me pesado demais esses tempos e eu sempre soube que o problema estava mim. Então, decidi mudar, ser uma pessoa melhor... Eu sei que soa ridículo (e deve ser), mas comecei pelo início: admiti meus erros e pedi desculpas a todos que ofendi. A partir daí, passei a rever meus atos, conter mais minhas verdades felinas e mais ainda tento ME conter, o que de longe é o mais difícil! Não entrarei em detalhes, mas o meu probleminha na cabeça faz com que determinados pensamentos e atitudes fujam de meu controle. Contudo, tenho me segurado, tenho me esforçado desesperada e angustiantemente para não surtar de novo.

De qualquer forma, tenho aprendido a me portar mesmo com os comentários mais maldosos, dos quais são inevitáveis e não podem ser mais maldosos que os meus já foram e, infelizmente, ainda são. Portanto, tenho aceitado-os como uma espécie de castigo. Sinto que estou exorcizando meus pecados e, por isso, preciso sofrer. Sinto-me como um drogado em reabilitação...

No fim, o que mais pesa é tentar mudar algo que não entendo. Envergonhar-me por atos que fiz mas ainda não entendo o porquê de ter de sentir vergonha por eles. Ou, ainda, parar de dizer algo que penso apenas para não causar mal-estar, sendo que o que digo é sincero e deveria valer por isso. Enfim, segue três situações que tenho evitado:

#01. Não me intrometer

Parece bobagem, mas a maioria das minhas “brigas” começaram por um comentário no facebook ou na vida real; sempre que eu abro a boca em algo que não fui chamada há 50% de chance de haver ressentimento. Em minha concepção, se você diz algo publicamente, você automaticamente está disposto a receber comentários, mesmo alheios e que não são coniventes com o que você pensa. Mas ir contra a maré só me trouxe exclusão. Hoje mesmo eu levei uma patada por me intrometer em algo que não conhecia e perguntando o que era. Segundo me informaram, não se deve fazer isso pois é algo inconveniente. E, claro, quem me disse talvez tenha dito com uma boa ou até mesmo maldosa intenção; contudo, qualquer que tenha sido a dimensão na qual fora dita, não é maior que eu mesma fiz questão de aumentar para me martirizar e agora sofro derradeiramente pelo que disse. Afinal, eu tenho um probleminha que, como se não bastasse, pega o que me disseram e coloca uma lente enorme em cima da dor!

#02. Não azucrinar as pessoas

Gosto do humor negro, daquilo que choca e machuca. Minhas brincadeiras às vezes são tão pesadas que ofendem. E a grande ironia – que por si só já é uma tremenda azucrinação para comigo mesma – é que eu só tomei no cu por isso! Eu rio para depois chorar. Brincadeiras são perigosas e recentemente fui chamada atenção no trabalho. Eu sou um desrespeito e a minha vida é uma porra de sacanagem. Então, parar de zuar os outros está sendo muito difícil!

#03. Não falar o que sinto

De todos os três, este é o pior! Talvez, quando eu ainda não tinha nem consciência de que era um ser humano, eu tenha feito um pacto de mim para comigo mesma sobre nunca esconder o que sinto; de me expor como sou: defeituosa e com sentimentos à flor da pele! E esse próprio post é um exemplo de como tenho falhado neste item. A superficialidade das pessoas sempre foi algo que me assombrou e eu nunca entendi. Quando eu conheço alguém raso, perco o interesse. Mas a grande questão é que ninguém está interessado em profundidade, e mesmo quando alguém está, o meu abissal, em particular, é desnecessário e desinteressante.

Tenho tentado essa vida de pessoas, já tenho até uma lista daquilo que preciso aprender para ser mais sociável e normal, mas isso fica para um outro post!


domingo, 20 de janeiro de 2013

Comentário sobre o filme "Now Is Good"

"Now Is Good" de Ol Parker, 2012.

Baseado no livro “Before I die” da escritora Jenny Downham, o filme conta a historia de uma adolescente (Tessa Scott) com leucemia em fase terminal. Após as tentativas de vários tratamentos, Tessa resolve parar o tratamento, deixar grupos de apoio e fazer tudo que gostaria – incluindo perder a virgindade – antes de morrer. Quem a interpreta, neste filme é a famosa atriz Dakota Fanning.

A primeira vez que eu vi a historia desse filme e quem o interpretaria, encantei-me de cara, mesmo ainda nem sido lançado. Contudo, devo ressaltar que este filme repleto de atores do tipo hollywoodianos deixou muito a desejar!

Dakota costumava ser uma grande atriz enquanto criança. Nossa, que angustia era aquela que ela transmitia em War of the Worlds (Guerra dos Mundos)?! E como vampira – não esqueçamos que ela fez muito bem um medíocre papel naqueles filminhos escrotos da saga Crepúsculo – também teve uma atuação legal, bem apática (se é que podemos chamar aquilo de atuação!). A questão é que essa apatia ou falta de expressão corporal está nela agora. 

A sensação que eu tive ao vê-la interpretando uma pessoa com leucemia é que ela estava apenas dizendo frases. Eu não via nela uma doença – o que normalmente os grandes atores conseguem fazer. Li que este filme possui atores do seriado Skin. Bem, eu não o assisti para saber quem era ou se atuação estava linda. Contudo, que falta de química explícita entre Dakota e Jeremy Irvine – quem interpreta o namorado de Tessa! 

Para mim, este é um filme com uma historia certa, atores errados e uma trilha sonora negligente! Por que, convenhamos, que puta trilha sonora escrota é aquela! Digo que é uma historia certa, pois não tem como não se emocionar. Que ser não choraria ao ver um pai chorando copiosamente por saber que a filha morreria?! Ou então o irmãozinho caçula se despedindo enquanto a pessoa praticamente já morreu?! 

Confesso, eu esperava MUITO mais de Now Is Good! E que esta é a minha primeira "resenha" sobre filmes, por isso está essa droga. Enfim...

Nota: 5
Recomendo: ( ) Sim (x) Não

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O sonho acabou

Chega a ser desumano conceberem-lhe algo para tirarem depois. 11 dias perto de tudo, perto da felicidade profissional, perto do completo comprometimento, perto de uma saudade gostosa de quem deixou um pedaço lá na BR 316 mas que não doía tanto para querer voltar... Eu senti e queria partir, agora, retornarei a casa como uma filha ingrata que foi em busca de novos ares e, no entanto, não conseguiu sobreviver com as próprias pernas!

Quisera eu que tudo desse certo, que toda essa angústia de ser obrigada a dizer adeus não viesse. É como um jogo em que um dos times está perdendo e, inevitavelmente, todos os jogadores e torcedores sentem a esperança dolorosa de que nos últimos minutos virá a vitoria milagrosa...

Contudo, o pessimismo assopra a escuridão neste sonho e transforma-o em nada. Todos dizem para eu orar e pedir a Deus. Não o faço. Quem sou eu para Lhe pedir algo se O reneguei tantas vezes?! Eu não quero ter essa esperança.

Hoje é meu último dia em um lugar que intimamente eu muito quis estar e esperei para tê-lo. Agora, ele parte de mim. Enquanto eu, impotente, não o deixo partir...


Adeus, Posto Caixa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Idiotice vestida de polêmica, prazer.

Se teve uma coisa que eu mais fiz na vida foi arranjar confusão e mágoas nessa internet mundana! E não que eu não tenha feito pessoalmente também, mas é que dificilmente tenho contato com as pessoas – quem sabe, isso seja tema de um próximo post – do mesmo modo que eu me orgulhe, pelo contrário. A questão é que sou híbrida... A maldita porra de um contraste ambulante: Adoro ver o circo pegar fogo, mas sofro. Machuca-me profundamente saber quão fui idiota e quão tudo foi tão desnecessário, simplesmente por que eu nunca me calo!... Quem sabe, seja um completo e extremo exorcismo da ideia de equilibro. Eu quero extremos! Eu sou extremos!... Que caminham de um lado a outro em minutos.

Esses dias, uma amiga colocou como capa do Facebook, uma imagem da cantora Adele com aquela musiquinha chiclete e escrota que só deram atenção por que era tema de um casalzinho medíocre no horário nobre da rede esgoto de televisão... Certo, posso até ter pegado nojo dessa música por causa disso – por conta desse enfoque sem critérios e desmedido –; mas a verdade é essa! Se ela canta muito? Sinceramente, eu ainda procuro os porquês desse pedestal!

Brinquei esculachando a capa da menina. De bom-humor, claro, mas um humor um pouco sujo, com direito a famosa frase: “Gosto é que nem cu, eu meto o pau!”. Resumindo: a garota deve ter ficado puta, pois acabei de ver que ela excluiu meus comentários... E isso me deixou pensativa para não dizer indignada!

Pensativa pelo fato de não me sentir mais à vontade para comentar qualquer coisa no que é “dela”, e isso me leva ao pensamento seguinte: exclusão; afinal, por que diabos eu teria alguém visualizando minhas “intimidades” se eu sequer falo com essa pessoa?! Ademais, se tem algo que eu não consigo conceber é apagar comentários desagradáveis! Não sou hipócrita, já fiz e apaguei, mas isso em estado extremo da situação; algo que não ocorreu neste caso. Comentários desagradáveis fazem parte de você, eles expõem sem delongas o que você é! Uma briga é a exposição do lado fera inexorável do ser humano. Algo que, de fato, não é animador quando se está em rede; mas que não deixa de mostrá-lo. Contudo, cada um pensa de um jeito...


Sim, eu azucrino. A minha porra de vida se resume a azucrinar e ser azucrinada sem limites. Divirto-me  quando faço alguém perder a cabeça. Serei eu insensível por isso?! Oras, já dizia Maysa...

Meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Viver...

Uma mistura devastadora de sentimentos que se resumem a sentimento algum além do tédio! O tempo está passando rápido demais e eu não me sinto preparada para retornar a minha rotina: acordar, ir ao estágio, ir à faculdade, voltar para casa. E no meio disso tudo, ter de fazer trabalhos acadêmicos dos quais eu sei que me frustrarei por não saírem como desejo. Rever pessoas. Sorrir ao revê-las. Esperar 20 minutos de intervalo passarem vagarosamente na completa solidão. Passar o resto do mês tentando se acostumar com a vida sem comissão e tentar segurar os sentimentos para se no próximo mês ela não vier. Passar os dias sem vontade alguma para qualquer coisa e ficar dias e dias com a mesma porra de playlist no celular. Fugir dos vários posts que eu poderia fazer no Ignes ou aqui; e deixá-los fugir da minha mente. Degustar mais fundo a solidão. Viver...


"Vida, aquela eterna raspadinha onde está escrito 'Mais sorte da próxima vez'"


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Prelúdio do Fim

Mais um blog fadado ao fim em meu currículo cibernético. Pois, a verdade é essa, eu sou assim: toda inacabada, com tudo pela metade... Quiçá, em mim mesma, eu seja só metade, metade de alguma coisa que nem eu sei! E nessa minha busca e exposições de ser e estar, eu faço e desfaço. Escrevo e apago, fingindo que aquilo nunca existiu para começar novamente! Mas, depois de um tempo, depois de tanto apagar, o papel fica sujo e acabo desistindo, pois o que quer que queria, já não quero mais tanto assim... A isso se resume a minha vida e os meus blogs!

Outro grande empecilho reside na minha cabeça: perfeccionismo. Esta minha maldita mania de querer que tudo esteja em harmonia, que, se algo não “combina”, não vale a pena expor. Tudo precisa estar em ordem: template, conteúdo e inspiração; caso contrário, não posto. Assim, eu abandonei e excluí incontáveis blogs dos quais só sei que existiram, porque as imagens ficam armazenadas no Picasa.

Mas, como um grande amigo meu um dia disse: “Todos nós temos um blog dentro de nós mesmos”. Essa minha necessidade de expor em rede o que sinto e pensar que um dia receberei vários acessos a la Bruna Surfistinha, me motiva. Muito embora eu repudie com todo íntimo esse livro de merda que fez tanto sucesso por nada, confesso que uma coisa me chamou atenção: o fato da “solidão humana” ir tão longe ao ponto de você precisar desabafar sobre um teclado. No fim, isto aconteça pelos preconceitos eminentes no ser humano. Quantas vezes deleitamos em momentos lindos de afetos e carinhos com alguém, até a pessoa resolver abrir a porra da boca e estragar tudo?! É mais fácil criar monólogos que diálogos!

Meu intuito com Something é qualquer coisa! É postar qualquer coisa! Por muito tempo, eu me restringi a criar blogs para meus textos tristes, outros para os engraçados e trivialidades que permaneceram na minha cabeça. Tentei me unir a outros blogueiros ou aspirantes para ver se dava certo e nunca deu! A verdade é que eu sempre quis ter um blog que não fosse só meu, que não dependesse só de mim. Que, no fim, eu dependesse dele (como acontece no Ignes Elevanium). Quis ter um blog falando de minha terra, pois sinto falta de informações reunidas em um só lugar a respeito de Belém ou até mesmo do Pará. Mas isso nunca deu certo... Uma pena!

Eu realmente não sei quanto tempo Something durará, porém é fato que um dia eu acabarei me cansando e deletando-o, como fiz com todos os outros blogs que tive. Mas, como dizia o poeta e as sei lá quantas pessoas apaixonadas e neuróticas pelos seus novos amores que mal começaram mas já pensam no maldito fim: 
...Que seja infinito enquanto dure!